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Resenha MensalAs oscilações provocadas pela crise
Internacional - O mês de setembro se caracterizou pela forte aversão ao risco que se espalhou de forma generalizada pelos mercados internacionais. Destaque para a quebra do Lehman Brothers, além do socorro do Tesouro americano a outras importantes instituições financeiras (Fannie Mae, Fredie Mac e AIG). Esses eventos contribuíram de forma decisiva para o aumento do já elevado nível de volatilidade vigente. À medida que a crise vai se "arrastando" sem que encontre uma efetiva solução, ganham vulto as dúvidas em relação ao tamanho do impacto desta turbulência sobre a economia real, são negativamente afetados os preços das "commodities", e se configura uma corrida para ativos considerados mais seguros como o dólar e o ouro. Renda Fixa - A autoridade monetária efetuou mais um aumento de 75 pontos base na taxa básica de juros na reunião do Copom em setembro. Se a elevação da Selic para 13,75%aa não causou nenhum tipo de surpresa, o fato de a decisão não ter sido tomada de forma consensual trouxe à tona a discussão a respeito da condução da política monetária nos períodos vindouros. Destaque positivo para os gestores do segmento de Médio V@R, UAM e Western, que apesar da intensa oscilação verificada na rentabilidade das cotas dos fundos sob sua gestão, encerraram o período com performances bem próximas do CDI. O segmento de Baixo V@R continuou a apresentar resultados bastante antagônicos em função da diferença de estratégias adotadas pelos nossos fundos. Destaque negativo para o BNP Paribas, que apresentou uma rentabilidade muito insatisfatória devido a suas estratégias com títulos públicos. O ARX Capital, no segmento de Alto V@R, continuou tendo a pior performance entre os gestores de Renda Fixa em função do perfil diferenciado que lhe permite alocar recursos em ações. O CDI (benchmark do segmento de renda fixa) apresentou uma variação de 1,10% no período. Renda Variável - Com a retração verificada em setembro, o mercado acionário local registrou seu quarto período ininterrupto de resultados negativos. A crise financeira que se restringia ao mercado americano se alastrou pelos mercados europeus e asiáticos, aumentando as preocupações e questionamentos a respeito do crescimento mundial. Na condição de inserida em um mercado emergente, dependente do fluxo de recursos externos, e tendo sua atividade altamente atrelada ao desempenho de papéis de empresas que comercializam "commodities", a bolsa brasileira viu seu principal índice (Ibovespa) recuar (11,02)% no período, influenciado principalmente pelo desempenho negativo dos setores de mineração e siderurgia. Cumpre informar que os papéis da Petrobras, de bancos de grande porte, concessionárias de serviço público e outras ações consideradas “defensivas” registraram desempenhos neutros ou ligeiramente positivos, atenuando assim o resultado negativo do mês. O IBX-100 (benchmark do segmento de renda variável) recuou (9,31)% em setembro. O Itaú apresentou uma rentabilidade negativa de (8,52)%, com resultado melhor que o benchmark. A exemplo do que já ocorrera nos períodos anteriores, o Schroders não conseguiu superar o benchmark e registrou um recuo de (11,05%) na rentabilidade das cotas do fundo por ele gerido. Cumpre informar que o Schroders tem um mandato de atuação mais agressivo que o Itaú, fato este que lhe confere um perfil de retorno que tende a se distanciar mais do benchmark, tanto nos momentos de euforia como nos momentos de crise. Cotas São Rafael - A cota do Perfil Renda Fixa avançou 0,78% em setembro, enquanto a cota do Perfil Renda Mista recuou (1,74)% no período, impactada principalmente pelos fundos de renda variável. Terminado o nono mês do ano, a cota do Perfil Renda Fixa acumula ganhos de 7,83%, enquanto o valor da cota do Perfil Renda Mista recuou (1,09)% no mesmo período. Em 12 meses, o resultado foi de 9,87% de rentabilidade para a cota do Perfil Renda Fixa e de 2,80% para a cota do Perfil Renda Mista. Quando o período de análise se amplia para os últimos 24, 36 e 48 meses, a rentabilidade da cota do Perfil Renda Mista acumula ganhos superiores aos registrados pela cota do Perfil Renda Fixa. Cabe ressaltar que o histórico da evolução das cotas dos diferentes perfis de investimento se encontra disponível para consulta em nosso site. Como demonstra o quadro de Segmentação dos Perfis por Classe de Ativos, a cota do Perfil Renda Mista reflete 20,2% de exposição à Renda Variável em setembro, sendo que o limite máximo estabelecido na nossa Política de Investimentos 2008 é de 40,0%. A São Rafael e a Crise - A atual crise financeira é oriunda dos mercados de crédito imobiliário americanos, notadamente no segmento conhecido como "sub-prime". Ela ganhou vulto em conseqüência da falta de regulamentação e controle da atuação dos bancos de investimento nos EUA. O contágio dos mercados a nível mundial se deve ao elevado nível de relações existentes entre as instituições financeiras, independentemente do mercado de atuação. O mercado acionário vem sofrendo bastante os efeitos de um intenso “fluxo de saída” dos investidores estrangeiros, seja pela aversão a riscos ou pela simples transferência de recursos para cobrir perdas registradas em outros mercados. Outro fato que acontece de forma paralela é a conseqüente apreciação da cotação da moeda norte-americana. Se por um lado isto tende a fortalecer o setor exportador e a beneficiar os resultados da balança comercial, os impactos negativos sob os índices de inflação e o mercado de juros futuros são inevitáveis. Tendo em vista os aspectos acima mencionados, fica evidente que, na condição de participante ativo do sistema financeiro nacional, a São Rafael vem sofrendo os efeitos das oscilações as quais seus ativos estão expostos no período. Cabe ressaltar que este processo ocorre de forma mais intensa no segmento de Renda Variável, mas também o segmento de Renda Fixa está sendo impactado, o que evidencia a magnitude do problema a ser enfrentado. A Diretoria e o Comitê de Investimentos da entidade estão dedicando especial atenção a evolução dos fatos. Temos tido reuniões freqüentes e entendemos que não devemos mudar as nossas estratégias de investimentos nestes períodos de crise. Uma Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC) é em sua essência um instrumento de investimento de natureza de longo prazo. Assim sendo, as decisões que vierem a ser tomadas têm de obrigatoriamente serem norteadas por esse pensamento. Adicionalmente, gostaríamos de enfatizar que os gestores de recursos da São Rafael são reconhecidamente considerados como sendo de “primeira linha” pelo mercado e que, para a obtenção de mais informações sobre os investimentos da entidade, aconselhamos a todos os participantes acessarem o nosso site www.saorafaelprevidencia.com.br , na área denominada “Gestão Financeira”. Caso ainda persistam dúvidas, nossa equipe se coloca à disposição de todos através dos nossos canais de comunicação.
Seguem abaixo as rentabilidades dos Fundos Exclusivos da São Rafael agrupados por segmento de risco. Renda Fixa - Rentabilidade Acumulada (%)
Renda Variável - Rentabilidade Acumulada (%)
As informações contidas neste informativo são publicadas no intuito de auxiliar os participantes, não devendo ser utilizadas de forma a substituir o julgamento dos mesmos. Nenhuma garantia é dada acerca do retorno proporcionado pelas informações aqui contidas. A entidade não se responsabiliza por decisões de investimentos pessoais tomadas com base nas idéias e informações contidas neste texto.
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